O governo não se manifestou no mesmo dia do discurso de Márcio Moreira Alves, 2 de setembro de 1968.
O anúncio da intenção de pedir licença à Câmara dos Deputados para processá-lo foi feito em 9 de setembro de 1968 pelo ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva. Esse pedido foi formalizado oficialmente em 12 de setembro de 1968.
O deputado Márcio Moreira Alves pronunciou seu discurso na Câmara no dia 2 de setembro de 1968, mas a decisão do governo militar de processá-lo não foi anunciada imediatamente..
O pedido formal de licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves foi enviado ao Congresso no dia 29 de outubro de 1968. Esse pedido foi feito pelo procurador-geral da República, seguindo a decisão do governo militar de levar o caso adiante. Esse intervalo sugere que o discurso foi inicialmente ignorado ou tratado como mais um entre tantos discursos oposicionistas, mas acabou ganhando importância política dentro do regime ao longo das semanas seguintes.
A reação do governo ao discurso levou a uma crise política que culminou na rejeição do pedido pela Câmara em 11 de dezembro e, dois dias depois, na edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que marcou o auge do regime militar no Brasil.