O navio de cruzeiro Costa Concordia naufragou em 13 de janeiro de 2012, próximo à ilha de Giglio, na costa da Toscana, Itália. Durante a manobra arriscada realizada pelo capitão Francesco Schettino para se exibir para amigos que observavam em terra, o navio colidiu com uma rocha submersa, o que causou uma enorme rachadura no casco e levou ao naufrágio parcial.

O acidente resultou em 32 mortes e gerou um dos maiores desastres marítimos da história recente.

A operação para tentar salvar o navio, que terminou sendo a não mais que resgatá-lo da água, chamada de “Parbuckling Project”, começou em 16 de setembro de 2013, mais de um ano e meio após o naufrágio.

Essa complexa operação envolveu a rotação e endireitamento do navio, que estava deitado de lado sobre rochas submersas. Foi uma das maiores e mais difíceis ações de resgate marítimo já realizadas.

Depois de ser endireitado, o Costa Concordia foi rebocado em julho de 2014 para o porto de Gênova, onde, num estaleiro, foi desmontado e desmantelado peça por peça — operação que durou até 2017. O aço e outros materiais foram reciclados, e parte do maquinário foi vendido – mas como sucata. O Costa Concordia sumiu, virou história. Foi lançado ao mar em 2006, e construído pelo estaleiro Fincantieri, de Sestri Ponente, um distrito de Gênova.

Diante do noticiário sobre o resgate, achei oportuno, portanto, republicar aqui texto e fotos que postei no dia 4 de fevereiro de 2012, atualizando os tempos verbais. Lá vai:

Confesso que me dá uma sensação estranha, que mistura familiaridade com assombro, quando vejo imagens do gigantesco navio de passageiros Costa Concordia semi-naufragado no Mar Tirreno, perto da ilha de Giglio, ao largo da costa da Toscana, na Itália.

É que, como centenas de milhares de pessoas de todas as partes do mundo, um dia viajei, com minha mulher, no colosso de 293 metros de comprimento – equivalente ao de quase três campos de futebol – e formidáveis 115 mil toneladas. Uma fervilhante cidade flutuante, capaz de levar perto de 5 mil pessoas, entre tripulantes e passageiros.

Ainda guardo fotos de várias áreas do Costa Concordia, antes da tragédia do dia 12 de janeiro de 2012, quando o grande navio, por imprudência do comandante, aproximou-se mais do que devia da ilha e chocou-se contra pedras no fundo do mar, adernando e causando a morte de 32 pessoas.

Veja, nas fotos abaixo — as duas primeira não são deste fotógrafo amador –, como era o grande navio antes do naufrágio. Entre as fotos, textos que contam como funcionava o navio e de que dispunha para seus passageiros.

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O “Costa Concordia” em dia de esplendor (Foto: @Massimo)

O colosso que você vê acima levava 3.800 passageiros e 1.110 triuplantes. Tinha 1.500 cabines, de várias categorias — as mais luxuosas suítes enormes como as de um hotel.

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Vista parcial das “pontes”, os andares do navio. O “Concordia” tem 17 andares (Foto: @Skyscrapersnews)

Dos 17 decks do navio — que os amadores poderíamos chamar de andares –, 13 eram destinados aos passageiros.

O principal abrigava o enorme saguão de entrada, o cassino, restaurantes e outras acomodações.

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O saguão de entrada era um átrio-bar com vários “andares” de altura. Havia sempre um pianista, um grupo musical ou cantores em ação (Foto: @Ricardo Setti)

Ao entrar no navio, o passageiro logo se encontrava no átrio-bar, cujo pé direito é de vários “andares”.

Dos corredores desses decks era possível contemplar o movimento embaixo, onde tocava música na maior parte do dia. O navio abrigava outros dez bares a bordo, menos expostos e mais acolhedores.

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O mesmo átrio-bar da foto anterior, visto de cima (Foto: @R. S.)

A decoração do átrio-bar, como de boa parte do navio, era exageradamente luminosa e colorida. Não raro, cafona, apesar de o navio ser muitíssimo confortável.

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Outra visão do saguão de entrada: podem-se ver os elevadores com paredes transparentes (Foto: R. S.)

No saguão de entrada havia acesso a três dos seis elevadores que atendiam a esse setor do navio. Do lado oposto, outros seis.

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Os corredores que davam acesso às cabines eram longuíssimos, como este, do deck “Olanda”, correspondente ao o 9º “andar” do “Costa Concordia” (Foto: @R. S.)

Os decks do Costa Concordia receberam nomes de países. Limpíssimos, cuidados várias vezes ao longo do dia pelas camareiras, tinham pisos de carpete macio e paredes de lambris com painéis fotográficos.

A decoração era bem mais sóbria do que outras dependências.

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O barco tinha 11 bares, a maioria com música todas as noites. Em alguns, se podia dançar (Foto: @R. S.)

A bordo, nada menos do que 11 bares, todos com música, todas as noites. Alguns permaneciam abertos durante o dia, como os bares de duas das três piscinas — uma delas tinha uma grande área para crianças . Em três deles, se podia dançar.

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Bingo no Gran Bar Berlino II: os bares serviam de sede para várias atividades (Foto: @R. S.)

Nos bares que só funcionam como tal à noite, realizavam-se, durante o dia, diversas atividades, como jogos e bingo, com prêmios em dinheiro.

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Vista parcial do cassino. vazio durante o dia e estourando de gente à noite (Foto: @R. S.)

A foto acima não revela com fidelidade como era o cassino e só mostra uma pequena parte dele: com dezenas de todos os tipos de máquinas caça-níqueis, tinha também roletas e mesas para diversos jogos de cartas.

Crupiês experimentados em cassinos tradicionais — como o do Estoril, em Portugal, o de Mônaco e outros — passaram por suas instalações.

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No grande corredor que passava pelo cassino e por outras áreas de lazer, a fotógrafa de bordo retratava turistas, em poses que eles escolhiam (Foto: @R. S.)
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Show no teatro de bordo, com cantora sul-africana (à dir.) e dançarinas de várias nacionalidades: teatro maior do que os de grandes cidades (Foto: @R. S.)

O barco tinha um grande teatro, maior e melhor do que teatros de grandes cidades internacionais — o Teatro Atene, com mais de mil lugares e três andares de altura.

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Outra noite de show no grande e moderno Teatro Atene: música e dançarinas (Foto: @R. S.)

Dotado de palco moderno, com iluminação e som de primeira, o teatro era de primeira. Ali se apresentam cantores, grupos musicais, mágicos e cômicos.

No cardápio se previa dois shows diários — um às 21 horas, outro às 23 horas.

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Um desfile de joias podia constar da intensa programação de lazer (Foto: @R. S.)

A programação diária do navio é distribuída a todas as cabines, fornece o cardápio dos restaurantes, a previsão do tempo, informações sobre a próxima escala e uma grande variedade de opções de lazer, que vão de cinema a leilão de arte, de jogos de salão a eventos como desfile de joias.

Vai quem quer, claro. Grande parte dos passageiros prefere passar os dias tomando sol, lendo e relaxando.

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Um dos restaurantes oferecia bufê self-service para retardatários até depois da meia-noite. No total, era, cinco restaurantes, dos quais dois luxuosos (Foto: @R. S.)

Dos 5 restaurantes de bordo, dois eram luxuosos, com um vasto cardápio.

Só fotografei, porém, o bufê que, até passada a meia-noite permanecia à disposição de retardatários, principalmente dos passageiros que assistiram ao segundo show no Teatro Atene, esse que tinha iníciio às 23 horas.

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A vida boa ao sol, à beira de uma das 3 piscinas do navio. Atrás, 2 das muitas jacuzzis a bordo (Foto: @R. S.)

Com sua lotação completa, as áreas das 3 piscinas do navio costumavam ficar apinhadas nos horários de sol mais forte.

Sempre era possível, porém, em horários alternativos e com temperatura ainda muito agradável, conseguir uma espreguiçadeira com quantas toalhas o passageiro quisesse. E garçons estavam ali para servir, grátis, água mineral, sucos, sorvetes e refrigerantes.

Bebidas alcoólicas eram pagas com a chave eletrônica das cabines, que funcionava como uma espécie de cartão de crédito a bordo.

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A afluência às piscinas era grande nos horários de sol forte, mas quase sempre era possível encontrar uma espreguiçadeira disponível (Foto: @R. S.)
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Nas piscinas também havia atividades programadas, como a hidroginástica. Duas das piscinas era, rodeadas por um deck forrado por dezenas de espreguiçadeiras e onde se podia fazer caminhadas ou corridas contemplando o mar (Foto: @R. S.)

Nas piscinas, com profissionais especializados, se disponibilizavam horários de atividades, como a hidroginástica e jogos.

Quem achava chato, naturalmente, não precisa participar.

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As jacuzzi, sempre cheias, com água quente — quente até demais (Foto: @R. S.)
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O complexo de comunicação e orientação do navio, com antenas e radares (Foto: R. S.)

Construído em 2006, o Costa Concordia” era dotado dos mais modernos sistemas de navegação.

Seu acidente na costa da Toscana, como se viu, se deveu a erro humano, e não a qualquer falha técnica.

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O navio se afasta de sua primeira escala, em Palma de Mallorca, nas Ilhas Baleares espanholas — e tinha muita gente que nem se preocupa va em ver a paisagem (Foto: @R. S.)

Quando não navegava no Caribe ou descendo a costa brasileira rumo à Argentina e, depois, ao Chile, durante o verão no Hemisfério Sul, o Costa Concordia, no verão europeu, percorria diferentes trajetos.

Podia sair de portos da Itália, navegar pelos fiordes noruegueses e chegar a São Petersburgo, na Rússia, ou, deixando o porto de Barcelona, na Espanha, via ilhas gregas, ir pelo Mediterrâneo até Istambul, na Turquia.

A maioria dos cruzeiros navega pelo Mediterrâneo, e, neste caso, são muitas as alternativas.

O roteiro do cruzeiro em que essas fotos foram feitas começou em Barcelona (Espanha) e, depois, incluiu Palma de Mallorca (Ilhas Baleares, Espanha), Túnis (Tunísia), La Valletta (Malta), Palermo (Sicília, na Itália), Civitavecchia (Itália, porto a 50 km de Roma), Savona (Itália, de onde se vai facilmente visitar Mônaco, em excursões de ônibus), terminando em Barcelona.

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Hora de deixar Túnis, na Tunísia, e voltar ao navio, cujos grandes barcos salva-vidas são vistos ao longo da amurada ((Foto: @R. S.)

Para quem não pensa apenas em compras, a escala em Túnis era uma oportunidade excelente para conhecer as ruínas da Cartago romana, que incluem um aqueduto ainda hoje em funcionamento, um coliseu e um grande complexo para banhos.

Turistas com outras preocupações não se pejam, porém, de tirar fotos sobre camelos, ainda que os pobres bichos estejam sobre a árida (e tórrida) cobertura de cimento do cais.

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O grande navio começando a deixar mais uma escala: a magnífica La Valletta, capital de Malta (Foto: @R. S.)

La Valletta, capital de Malta, já dá uma ideia da beleza e da riqueza histórica do arquipélago, habitado desde o ano 5.000 a.C. e que já foi possessão de fenícios, cartagineses, espanhóis, de uma ordem religiosa e do Império Britânico. Membro da União Europeia, Malta é um país independente desde 1964.

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Ao se afastar de Palermo, capital da Sicília, na Itália, o barco deixa seu rastro no mar (Foto: R. S.)
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Já de volta a Barcelona, o navio (primeiro plano) era tão grande que ficou difícil caber na foto (Foto: @R. S.)

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40 Comentários

Marcus em 17 de setembro de 2013

o barbeirão tá preso? Sim. A Itália não é o Brasil...

Bruno em 17 de setembro de 2013

O time lapse da operação. . http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=TKt4AG-BG6I

Joni em 17 de setembro de 2013

caro setti , tenho um enorme sonho de me tornar tripulante e estou me preparando! farei gastronomia ano que vem tem concelhos para dar-me? obrigado. Caro Joni, não tenho qualquer conhecimento dessa área, a não ser como passageiro. Sugiro que você procure via Google a Escola de Marinha Mercante ou troque mensagens com empresas de navegação para saber o perfil profissional que eles exigem. Boa sorte!

Charles Grantham em 17 de setembro de 2013

Sinto muito pela tragédia e pelas almas perdidas. Por fora até que passa mas por dentro é muito brega e cafona. parece um parque de diversões. Repleto de combinações de cores absurdas com um pesado design dos anos 80 bastante fora de moda. Navio chique com uma decoração bastante arrojada e sem exageros é o Queen Mary 2. Aquele navio sim, é um sonho flutuante!

Corinthians em 16 de setembro de 2013

Muito legal Setti, Imagino que realmente deva ser uma sensação no mínimo estranha pelo ocorrido. Por um acaso o comandante do navio quando você viajou era o mesmo que cometeu a barbeiragem ? Não, era outro. É estranho mesmo. Via na TV imagens dos mergulhadores e tudo aquilo me era muito familiar. E pensar que tanta gente sofreu e 32 morreram ali...

Titus Petronius em 16 de setembro de 2013

Naveguei em junho último pelos mares Mediterrâneo e Negro a bordo de um parente do Costa Concordia, o Costa Mediterranea. Realmente esses navios são muito confortáveis, mas a breguice onipresente chega a incomodar. Tivessem esses navios uma decoração menos extravagante e seriam bem mais agradáveis e divertidos.

Roberto Souza em 16 de setembro de 2013

Setti, sei disso, caro Setti, foi só uma piadinha. Já tive a feliz oportunidade de fazer cruzeiro pela América do Sul em uma navio maravilhoso, é realmente fascinante, agora planejo um cruzeiro pela "sua" Espanha. Um abraço. Seja bem-vindo! Abração

Dimas K. Deus em 16 de setembro de 2013

Jacuzada.

Roberto Souza em 16 de setembro de 2013

Uau! quando eu crescer quero viajar num desses. Sensacional! Se possível, caro Roberto, não neste, especificamente... E, para cruzeiros, os preços vêm baixando constantemente e as facilidades de pagamento são enormes. Dê uma olhada você mesmo. Abração

GeodeMatos em 16 de setembro de 2013

E pensar que um idiota, só para se mostrar, destruiu essa belezura e, o que foi muito pior, matando mais de 30 pessoas.

Edmundo em 11 de junho de 2013

Pura imprudência de um comandante. Todavia, não podemos generalizar. Lamento, profundamente, pelas famílias enlutadas. Fiz, e faria novamente, um cruzeiro de 9 dias. Não nesse navio, mas em outra companhia. Amei. Foi maravilhoso. Irei outra vez. Sds

Roberta em 19 de outubro de 2012

Meu irmão trabalhou no costa concordia como gerente de relações públicas...(e hoje ainda trabalha na mesma companhia) .. eu tive o prazer de conhecer o interior desse maravilhoso navio... Brega é a ignorância ,inveja e a falta de oportunidade de pessoas que julgam sem conhecer esse maravilhoso lazer... as que não conhecem e não julgam antecipadamente.. vale a pena passar algumas horas desfrutando dessa obra. Aos familiares das vítimas o meu mais puro e sincero sentimento...

genesio severino em 10 de fevereiro de 2012

eu ainda fico com a arca de noe .porque deus é o comandante.

simone aparecida dos santos em 08 de fevereiro de 2012

FUI PASSAGEIRA NO NAVIO DO CENTENARIO CORINTHIANO FOI MARAVILHOSO LUXUOSO MAGNIFICO PENA TUDO ESTAR DE LADO AGORA UM ABRAÇO APERTADO A TODOS OS FAMILIARES DAS VITIMAS DO DESCUIDO DESSE CAPITAO QUE CONSEGUIU TRANSFORMAR SONHOS EM PESADELOS E NUNCA SE RECUPERA A VIDA DE NINGUEM INDENIZAÇAO???QUANTO VALE A VIDA DE CADA SER HUMANO? E DAS FAMILIAS QUE FICARAM DESTRUIDAS NAO HA VALOR NO MUNDO QUE PAGUE TANTA DOR;PEÇO A DEUS POR TODAS AS ALMAS QUE SE FORAM E JUIZO AOS HUMANOS DA TERRA PAZ;

Valéria em 07 de fevereiro de 2012

Imagine o que senti ao ver as imagens, pois além de ter feito esse Cruzeiro, levei comigo nada menos do que 59 pessoas da minha família. Organizei toda a viagem com tanto carinho e o resultado não poderia ter sido melhor!!! Fiquei imaginando o meu desespero se estivéssemos lá no dia do naufrágio, com tantas pessoas da minha família e eu, sem saber se já tinham ou não deixado o navio.... Seria um desespero total!!!

carlos mattos em 07 de fevereiro de 2012

Mauro 19,14, fez uma profecia que ate me preocupou, NAO MAOS DE UM ESTUPIDO, QUALQUER GIGANTE SUCUMBE (***** ***** ) E O BRASIL (= GIGANTE PELA PROPRIA NATUREZA Caro Carlos, estou abrindo exceção pra você e publicando seu comentário com asteriscos no lugar de ofensas. O blog NÃO PUBLICA OFENSAS, nem palavrões, nem ameaças, nem xingamentos contra quem quer que seja etc. É perfeitamente possível criticar pesadamente seja quem for sem usar de palavrões e grosserias. Você deve ser leitor novo e talvez não conheça as regras do blog. Vou republicá-las.

Haroldo Amorim em 07 de fevereiro de 2012

De uma desgraça pode-se colher ensinamentos:quem sabe essas empresas se preocuparão mais com a formação das tripulações,aperfeiçoando seus métodos de seleção e acompanhamento de desempenho.Viajei num navio desses e não senti muita firmeza na apresentação do comandante e auxiliares, achei um tanto relaxados, inclusive com os uniformes.Aliás, o navio se acidentou também, e o comandante lembrava o Schittino.

Marmo em 06 de fevereiro de 2012

Ainda não distingo onde termina o luxo e onde começa a breguice nesses navios-cruzeiros...nos navios e em quem viaja neles.Parecem um shopping flutuante, nada mais.

Vera Scheidemann em 05 de fevereiro de 2012

Deve ser uma sensação única, bem estranha. Foi tudo muito triste. Vera

Mari Labbate *44 Milhões* em 05 de fevereiro de 2012

GENIAL reportagem, querido SETTI! Com certeza, ainda viajará muitas outras vezes, no Costa Concordia, que é absolutamente meraviglioso! Torço para que a recuperação desse "Gigante dos Mares" aconteça, rapidamente, pois desejo conhecê-lo. A sua sensibilidade encanta-me. Abbraccio! Grazie, prezada Mari. Segundo os especialistas, vai demorar mais de 6 meses para o navio ser retirado do mar e levado para reparos. Também espero que ele logo esteja de novo navegando. Abração

sonia em 05 de fevereiro de 2012

Setti, fiz meu 1º (e único) cruzeiro em 2009 no Costa Mágica e percebi pelas suas fotos que este é muito parecido com o Concordia,a mesma estrutura, as 2 jacuzzis, o átrio bar, o cassino, os restaurantes, o teatro (com shows espetaculares). Pode ser brega para alguns e deslumbrante para outros, porém, de qualquer modo é mesmo inacreditável o que aconteceu!

Marco em 04 de fevereiro de 2012

Amigo Setti: Uma curiosidade quanto tempo leva a viagem e se não embrulha o estomago? Abs. Depende do roteiro. Em geral, os cruzeiros duram uma semana. Claro que existem outros, mais caros, inclusive um que dura de 3 a 4 meses e faz a volta ao mundo. Este é para quem MUITO dinheiro e MUITO tempo... Quanto a enjôos, um navio gigantesco em geral praticamente não deixa os passageiros perceberem seu balanço. E existem recursos para combater o enjôo para as pessoas que sentem, desde adesivos a comprimidos, passando por uma pulseira de elástico que pressiona, em ambos os pulsos, um ponto específico de acupuntura que elimina o problema. Um abração, caro Marco.

Sah em 04 de fevereiro de 2012

Eu estava no acidente,mas consegui me livrar.. Incrível! Se você quiser compartilhar com os leitores como foi, poderei fazer um Post do Leitor. Um abraço e, se puder, me diga algo a respeito.

selminha em 04 de fevereiro de 2012

Errei na conta: corrigindo, eram 1650 passageiros.

selminha em 04 de fevereiro de 2012

Prezado Setti, parabéns pelas fotos do navio. Tenho uma experiência fantástica com cruzeiros, a qual me fez ficar uma fã entusiasmada por este tipo de viagem. Fui de avião até Lisboa e, após uns dias em terras portuguesas (adoráveis), embarquei no transatlântico "ISLAND ESCAPE" com destino ao porto do Rio. Foram 16 dias sensacionais. Apesar de ter somente 10 "andares", não tão gigantesco como os navios atuais, a farra foi grande, com atividades bem boladas e shows fantásticos. Eram 1860 passageiros, 800 portugueses,800 ingleses e 50 brasileiros. Só que nós, os 50, valíamos por todos, pois eramos mais jovens e agitados. Mas tudo com educação e compostura. Nosso roteiro incluiu Funchal (Ilha da Madeira), Tenerife (Ilhas Canárias), Mindelo (Cabo Verde), Recife, Salvador, Vitória e Rio. A viagem foi em 2004 e, até hoje, quando vejo um destes transatlânticos passando aqui pelo mar do Leblon, desce pelo cantos dos olhos uma lágrima de saudade boa. Sonho em uma dia repetir a experiência, de preferência com um comandante responsável. Valeu!

Alexandremk em 04 de fevereiro de 2012

Isso dá um arrepio na espinha. Boas fotos. O navio é um verdadeiro monstro brega, é impressionante.Não dá para imaginar um troço desse naufragado.

Jeremias-no-deserto em 04 de fevereiro de 2012

A decoração interior é um verdadeiro monumento à cafonice.Será que não há navios de cruzeiro menos, digamos, "portentosos"?

Marcelo Meireles em 04 de fevereiro de 2012

Como é que um colosso desse foi cair na mão de um deslumbrado, como o tal do Schettino ?

Ruy Gonçalves de Oliveira em 03 de fevereiro de 2012

Minha familia e eu fizemos vários cruzeiros pela Costa do Brasil e outros nas Ilhas Gregas e no Rio Nilo (Egito). Confesso que é muito raro um acidente como esse.

decio teixeira em 03 de fevereiro de 2012

decoração muito cafona - kitch

Luiz Pereira em 03 de fevereiro de 2012

Setti, Sensação esquisita eu também tive quando o World Trade Center foi derrubado. Anos antes havia estado no topo de uma delas. abs

Franco em 03 de fevereiro de 2012

Bacana! Imagino que as caipirinhas devem ficar com um sabor ainda melhor diante daquela vista!

Ros'Angela em 03 de fevereiro de 2012

Eu tb viajei nesse navio com a minha família, em 2010. A minha sensação foi bastante estranha e de medo por me lembrar que viajei nesse colosso. Também, depois da tragédia, enviei algumas fotos, por e-mail, para alguns amigos vislumbrarem como era o navio por dentro e o seu tamanho.

Capitão Maluco em 03 de fevereiro de 2012

A tecnologia e a segurança do navio foram derrotadas por um capitão incompetente e aloprado.

mauro em 03 de fevereiro de 2012

Nas mãos de um estúpido qualquer gigante sucumbe. A burrice tem poder!!!

Marcondes Witt em 03 de fevereiro de 2012

Este parece ser o vídeo em que a companhia proprietária divulga o navio: http://youtu.be/t9j8roKG6dY Contei o que vi e o que fotografei.

Sandra em 03 de fevereiro de 2012

Acidentes e falhas acontecem, não importa a solidez nem o tamanho...se não fosse a negligência do comandante, estaria tudo bem, mas...é antes de acontecer que tem que levar com responsabilidade a sua função, pq depois da tragédia, são só choros e tristeza.... PRUDÊNCIA NUNCA É DEMAIS EM QQ CIRCUNSTÂNCIA

Antonio Villar em 03 de fevereiro de 2012

Caro Setti, Concordo plenamente, em breve estarei embarcando em um cruzeiro, não será por causa de um acidente que deixarei de amar estas viagens maravilhosas e conhecer estes locais lindos!!! Grande abraço

JT em 03 de fevereiro de 2012

Caro Setti, Da próxima vez que eu for viajar, vou fazer uma consulta com você. Evitarei os mesmo destinos e até as companhias aéreas... Brincadeirinha :) Caro Jean, Eu chamaria a brincadeirinha de outra palavra, começada com s.... Brincadeira minha, também. Estatisticamente, viajar de navio é infinitas vezes mais seguro do que viajar de automóvel, não é? Abraço

Reynaldo-BH em 03 de fevereiro de 2012

Deve ser uma sensação bastante estranha. Vendo as fotos, lembrando da solidez deste gigante, é quase que impossível ver como se encontra hoje. Inimaginável. E uma pena. Cruzeiros são sempre - na minha opinião - as melhores viagens. Afinal, quem viaja é o "hotel" e não somente os turistas. Sem aeroportos, malas por fazer/desfazer,etc. Que este erro do comandante Estecretino não transforme estas viagens fantásticas em receios que não se justificam.

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