Cá estou eu de costas para o fotógrafo, o segundo da esquerda para a direita, repórter verde do Estadão em Brasília, anotando durante entrevista com o então ministro Raymundo de Castro Moniz de Aragão, em 27 de maio de 1966. À minha esquerda, quase saindo da foto, o jornalista Manuel Peres (Folha de S. Paul0) e à minha direita, já meio de lado, de óculos, A. C. Scartezzini (diferentes veículos). Quase à minha frente, de cabelos claros e óculos, Ari Ribeiro (O Estado de S. Paulo) e Manoel Pompeu Filho (Associados). Não me lembro que diabos Ari Ribeiro fazia ali, uma vez que ele era meu chefe direto na redação do Estadão em Brasília.
Sobre o ministro, duas coisas: 1) foi um dos mais efêmeros da história, nem esquentou cadeira, ocupando o cargo por pouco mais de três meses, entre 30 de junho e 4 de outubro de 1966; 2) entrou para minha relação de situações escrúxulas vividas quando, naquele dia, ao ir fazer xixi num banheiro do Ministério, percebi SuaExcelência executando a mesma tarefa no mictório ao lado.
As severas divisões de classe entre figurões e o resto das pessoas ainda não estava vigente em Brasília. Logo todos os ministros passaram a ter banheiros privativos em seus gabinetes.