A foto esplêndida de Ariovaldo dos Santos apanhou um ângulo que permitia identificar o personagem principal sem mostrar-lhe o rosto. E precisava?
Naquele 18 de julho de 1989, em plena campanha para a Presidência, foi um time reforçado do Jornal do Brasil para entrevistar o ex-presidente da Constituinte e principal figura do PMDB: o editor de Política do jornal, Marcelo Pontes, veio do Rio especialmente (na foto, só aparece, à direita, um detalhe de suas pernas), e ainda fomos eu, diretor do Jornal do Brasil em São Paulo, e o coordenador de Política da sucursal à época, Marco Damiani.
Na foto, aparecem ainda, à esquerda, de vestido estampado, Dona Mora, mulher do Dr. Ulysses, e, à direita, o jornalista Jorge Moreno, à época assessor do candidato do PMDB, infelizmente falecido em 2017.
Na entrevista, o dr. Ulysses disse, com extraordinário otimismo para quem fora abandonado pelo partido a quem havia conferido grandeza e que viria a ter apenas a sétima maior votação no primeiro turno da eleição presidencial: “Já estou no segundo turno”.
À saída, Dona Mora dirigiu-se a mim, brava com as perguntas que fizemos ao marido, como fazíamos a todos aos candidatos, e desafiou:
— Quero só ver se vocês vão apertar desse jeito o Fernando Collor.
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